Quem sou eu

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Sempre foi a contabilidade. 

Veio então o morar entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas. E lecionar inglês e alfabetizar adultos. Ler livros, na solidão do mato.

 3.000 títulos que não tiveram onde ficar. Ficamos nós, foram-se eles. 

Depois da Economia (IMES) e da Arquitetura (MACK), veio o Direito (FDSBC). Fui Monitora, atuei no Poupatempo, na prestação de assistência jurídica. 

Gosto do contato com o público, do estudo, da Justiça. No Judiciário desde 2005, estudo, escrevo, poetizo, quebro paredes, reconstruo. 

Me encantei e me decepcionei com pessoas. É normal. Mas sempre haverá aquelas com quem vale a pela conviver.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, preparando-me para um futuro melhor. Um mundo melhor. Que se aproxima cada vez mais de minha praia, em Itanhaém. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, poemas, crônicas ("causos"), jardinagem e reciclagem. 
Fique à vontade para perguntar, comentar, questionar ou criticar, ok? A casa é sua!

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

CASAMENTO IN EXTREMIS, IN ARTICULO MORTIS OU NUNCUPATIVO

Fundamento: artigos 1540 e 1541 do Código Civil
É o casamento de VIVA-VOZ.

NUNCUPATIVO
Tem esse nome por analogia a um testamento militar.

ARTIGO 1896 DO CÓDIGO CIVIL
Art. 1.896. As pessoas designadas no art. 1.893, estando empenhadas em combate, ou feridas, podem testar oralmente, confiando a sua última vontade a duas testemunhas.
Parágrafo único. Não terá efeito o testamento se o testador não morrer na guerra ou convalescer do ferimento.

Numa guerra, um soldado em eminente risco de morte pode fazer seu testamento a seu superior, de viva-voz, que depois será transcrito no cartório.




SE NÃO FOI FEITO O PROCESSO DE HABILITAÇÃO E O NUBENTE ESTÁ À BEIRA DA MORTE



TESTEMUNHAS

É necessária a presença de SEIS testemunhas.

Em casamento, testemunha pode ser PARENTE. Neste casamento, NÃO PODE.

Não pode ser parente, na linha reta ou colateral, até o 2º GRAU, civil, afim ou natural.

Essas testemunhas devem procurar a AUTORIDADE JUDICIÁRIA mais próxima e declarar que foram chamadas pelos noivos e que um deles estava em risco de morte, mas no seu juízo perfeito e que declarou sua intenção de se casar.

A autoridade judiciária vai encaminhar o caso ao juízo competente – família ou cível, conforme a distribuição das varas local.

Será aberto um processo, e se não houverem impedimentos e foram os nubentes capazes, o juiz homologará uma sentença, que será lançada no Cartório de Registro Civil.

O casamento será VÁLIDO DESDE o dia em que foi DECLARADA A VONTADE.

Se a pessoa morre, morre no estado civil de casada.

Se se recuperar, não precisará fazer nada. Estará casada.

No entanto, PODERÁ comparecer no cartório e RATIFICAR a sua vontade.
Nesse caso, registra-se a declaração.

ARTIGO 1.542, § 2º:

§ 2º O nubente que não estiver em iminente risco de vida poderá fazer-se representar no casamento nuncupativo.



REGIME DE BENS

Se não houverem causas que impeçam a escolha de regime, uma vez que não há pacto antenupcial, o regime é o da comunhão parcial de bens.

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